Os três pontos finais. Todos os momentos são recordados com grande angustias, com um desamparo agregado e sem força para levantar. Todos os momentos são meras memorias felizes contidas num plano entristecido. Uma incapacidade que nos adapta a sofrer mais e mais sem ponto final, uma dor que percorre todo o corpo como o sangue que nos corre nas veias, e quando pára? Quando o coração pára. A cada segundo bombeia memorias carregadas de tristeza, puxa de si um inúmero conjunto de sentimentos mistos miscíveis à dor, a dor de viver, dor de respirar, dor de sentir, dor de acordar. E quando pára? Quando o coração pára. Dor é para ser vivida, abraçada e moldada. A dor é parte de nós parte do que somos e do que nos estrutura, nunca é um ponto final mas sim um ponto de partida para sentimentos melhores. Nenhum sentimento acaba com um ponto se queremos lutar por ele, não acaba com dois se somos determinados, mas acaba com três pontos finais se queremos sentir a dor e sorrir com ela.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
terça-feira, 12 de outubro de 2010
intitulado
Acordei parei para pensar, vi que a parede a minha frente era castanha, olhei para a janela vi que apenas a noite permanecia mas o pensamento desaparecia pelos vagos momentos em que eu apenas estava a olhar,olhei,olhei,olhei, premonitoriamente e periodicamente olhei para um espaço cheio preenchido com nada, parecia uma mente vazia que apenas se preocupava no sim e no não. Tudo se afastava quando havia o risco da aproximação.Parei de olhar aprendi a ouvir, era sons neutros de algo verde que se parecia tocar, era tudo o mais o menos o pouco e o nada . Era um barco cheio em que os passageiros apenas se preocupavam com o nunca e com o fim. Sai ,mergulhei...
Vi uma luz branca de uma radiação pouco clara, um pequeno universo onde nos sentavas e imaginávamos e dentro do mesmo imaginávamos algo, eram pequenos mundos criados dentro de nós e do nosso coração. Mas ainda mais profundo podia ver a imagem do nada e do ninguém, a imagem era tão clara tão bonita e florescente mas desisti,voltei há realidade.
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
Chove! Tenho medo , penso ele , de repente olha para a janela e tenta encontrar uma solução, matutou, pensou, já sei ,exclamou , pegou numa caneta, num papel , começou com um pequeno traço que se desfez num esboço, essa caneta parecia diferente, ele pensou no que diferenciava, o papel tinha as cores do arco-íris esboçadas num pequeno jardim, ele não encontrou a diferença, continuou a desenhar, sem geito, sem vontade, estava triste nada o conceberia feliz, olhou para a frente viu um quadro , esse quadro era de sua avó , com um movimento repentino descaiu a mão, ele fraquejou, relembrou-se de todos os momentos em que passara com ela.
Acordou, bom dia disse ele, passou mais uma noite, a cara dele estava cansada, comeu sempre em silêncio, preocupada perguntou-lhe a mãe o que se passara ele apenas olhou e continuo a comer , a mãe não disse nada.Pensara no sonho, soltou uma lágrima, tinha saudades dela, passaram dois anos e tudo na mesma como se fosse um dia depois de tudo, olhou pela janela estava sol, pensou ele o que iria fazer, foi-se vestir e foi dar uma volta, saiu de casa sorriu para todos, um sorriso falso que ninguém detectara, passou alguem, ele pasmara e se perguntara o que teria sido, reparou olhou, um olhar subjectivo perante aquela forma humana, segui-o em frente, continuou sempre a matutar sobre aquilo, sempre com o pensamento vazio, parou sentou-se. Que sitio tão triste pensou ele, apenas via um imenso azul rodeado de pouco verde, levantou-se olhou em frente pegou num clasto e atirou-o com uma força inimaginável, olhou para o fim, ele estava vestido de verde e de creme, creme era a cor preferida de sua avó, saudades daqueles tempos, que vazio tão forte decidiu andar, cada passo que dava mais longe estava, olhou para o lado viu um pequeno rebento , olhou para o céu , e pronunciou Março , aproximava-se a Primavera, uma estação verde , uma estação em que a natureza floresce de novo em que a Natureza vive outra vez, em que ela sorri.Será que ela vai florescer tão forte como foi no ano anterior perguntou ela para ele-mesmo.
Preocupado com tudo, ele desconhecia-se, cada vez se esquecia mais dele.
Passou a rua cruzou-se novamente com ela, ambos se olharam de uma forma estranha, viram-se seguiram em frente pela segunda vez se cruzaram como alguém uma vez tinha dito, "um dia cruzaras o destino" , essa frase nunca esquecida cada vez mais real, chegou a casa, deparou-se com uma encomenda em cima da cama, abriu-a, sem remetente, era uma carta, ele leu-a, "Não fujas ao destino que te foi traçado um dia encontraremos-nos", ele foi aos correios perguntou a data, marcava Abril, desse mesmo ano, ficou pasmado, sem palavras,parecia que tinha entrado noutro mundo, saiu dos correios foi para casa, penso o que seria ,seria alguém a gozar com ele? Seria o que ? chegou a casa foi para o quarto foi desenhar , adormeceu outra vez entre as suas cores.
Uma mista emoção de azuis penetravam-lhe naquele sono, umas letras estranhas entravam na sua visão. Acordou. Foi jantar
Postado por David R. às 15:08 0 comentários
A diferença !
Existe uma substância que percorre o meu corpo e me consome dia para dia, será raiva ,ódio ?Não sei, essa substância altera o meu sistema,eu ajudo, eu faço perceber , mas simplesmente percebo que quanto mais dou menos recebo, ai é que se mostra o que eu dia para dia tento explicar , o egoismo é um dos sentimentos que o ser humano sempre teve, nunca percebi o que é , tu tambem não sabes, ninguem sabe, só sei que isso altera-me cada vez mais ,quanto mais tento uma aproximação mais decerto desaproximo, "somos todos diferentes " uma frase que percorre séculos, mas eu digo, é mentira nós somos todos iguais lutamos pelo mesmo, lutamos pela sobrevivencia , tentamos ser mais que todos, no fundo somos iguais, eu tentei ser diferente não consegui, por mais que tente a natureza chama todos , mas existe uma coisa em que todos diferenciamos o coração, esse sim é diferente, esse sim é o que me faz mover, faz-me preocupar, pressinto que este texto é o menos formal e metos melodramatico ou meloromantico de todos , mas não me importa, a vida nem sempre têm as cores rosas azuis etc.. mas eu tambem não sou escuro sou verde , quando acabares de ler este texto pensa se tu nunca deixas-te para trás nada que hoje te faria bem, pensa nos erros que comes-te . Errar é humano está certo, mas errar constantemente é o quê ?
Postado por David R. às 14:57 0 comentários
domingo, 22 de novembro de 2009
Um pedaço de frio transparente
*Apenas pela inspiração considero o frio um gélido mar de emoções, no qual um dia olhei pela janela e observei, um mundo normal, nada complexo que eu até estranhei pois o mundo que sei, é algo diferente, é um mundo onde apenas só comes de ganhas , tudo apenas ao nivel do desafio, um mundo em que apenas utilizas o teu cerbero para um meio substancial
*um meio que apenas une o desafio ao objectivo, um mundo onde só ganha quem não tem sentimento pelo objectivo, onde só permaneces se tiveres a insenssibilidade de outrora, um mundo gelido em que se falas tornas tudo frio. Como tu as tuas palavras" desaquecem-me" e congelam-me , o teu olhar frio não me aqueçe apenas me entristece, tornas-me uma pessoa triste por nada saber o meu lugar, tornas-me um nomada por tentar valorizar,e melhorar todo o meu ser para poder provar o que é amar, amor é um objectivo
*onde eu te posso provar o que é a realidade, é tão real como tu nunca imaginaras
Postado por David R. às 14:09 0 comentários
domingo, 8 de novembro de 2009
chuva
A manhã estava chuvosa, triste, sombria, sem amor, sem sentimentos, uma manha em que olhamos para nós e não vemos nada, uma manhã em que estamos vazios, uma manhã de choro de emoção em que só pensamos naquilo que realmente não importa, não interessa, que nos magoa, que nos faz olhar para o passado, e faz-nos ver o quão errado torna-mos os momentos, faz-nos perceber quão humanos somos, o verdadeiro ser humano não é o que faz tudo certo, o que parece um herói, é o egoísta, é o cruel, esse sim, é o verdadeiro ser humano, pois nós somos todos iguais, somos todos cruéis, na nossa personalidade existe a mentira, a crueldade, apenas os mais certos combatem-a dia-a-dia, mas a crueldade está presente em toda a gente, não sou um herói, mas sou um ser humano que tenta não ser cruel nem egoísta, sou aquele que tenta proteger aquilo que realmente faz-nos viver, aquele que sente uma preocupação quando um ser fica extinto do planeta pois desencadeia-se sempre muitas coisas que deveriam serem evitadas, tento respeitar a vida como ela me respeita a mim, respeito todos os acontecimentos porque sei que tiveram que acontecer, e se eu evita-se ele repetia-se noutra forma o acontecimento, nunca se deve alterar o que é natural em nós,o amor para nós é uma forma de ter, uma forma que encontramos para proteger aquilo que também nos protege, nós sem o amor sem a crueldade e o egoísmo não poderia-mos construir a amizade, a falsidade, a mentira, a verdade não poderíamos construir os valores que temos,apenas devemos ser sempre nós. Numa manhã percebo a minha vida e vocês conseguem ser rápidos ao ponto de pararem para pensar e perceberem o que são ?
Postado por David R. às 15:02 0 comentários